Doei hoje, com prazer, exemplares de meus 5 livros publicados na Argentina e na Espanha à Biblioteca Obispo Angelelli, no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti, que funciona no Espacio para la Memoria, Promoción y Defensa de los Derechos Humanos, ex-ESMA, em Buenos Aires. A ideia foi de Flora Daemon, quando lá estivemos em 2/12. A Biblioteca - cujo nome homenageia o bispo assassinado pela ditadura genocida - é especializada em direitos humanos, memória, política, ciências sociais e artes na América Latina. Seu precioso acervo tem 7 mil obras e está sendo digitalizado. Os livros doados são: La cruzada de los medios en América Latina (2011), Mutaciones de lo visible: comunicación y procesos culturales en la era digital (2010), Sociedad mediatizada (2007), Cultura mediática y poder mundial (2006) e Por otra comunicación (2005).
O Espacio para la Memoria, Promoción y Defensa de los Derechos Humanos resulta da desapropriação, decretada pelo saudoso ex-presidente Néstor Kirchner, da área que pertencia, durante a ditadura genocida, à sinistra Escuela Superior de Mecánica de la Armada (ESMA). Lá funcionava um centro de detenção, tortura e extermínio, por onde passaram 5 mil presos políticos, dos quais só 200 saíram com vida. O Centro Cultural Haroldo Conti,ao qual se vincula a Biblioteca Obispo Angelelli, foi inaugurado em 2008 pela presidenta Cristina Kirchner. O nome do Centro Cultural é uma homenagem ao escritor assassinado por agentes da repressão. A transformação de um local de barbárie em espaço dos direitos humanos foi uma bela decisão de Néstor e Cristina.
[Na foto acima, a entrega dos livros à bibliotecária Teresa.]